Ah, esses sobrevivencialistas…

O problema de cada um ter sua opinião é exatamente isso. Estava navegando no YouTube e vi um vídeo intitulado “5 most underrated Survival Skills for Survivalists & Preppers” (As 5 habilidades de sobrevivência mais subestimadas por sobrevivencialistas e “preparatistas”).

O cara passa o tempo todo falando sobre obter dinheiro e guardar dinheiro, sobre aprender artes marciais e fazer de sua casa um ambiente cheio de “armadilhas” e “reforços”.

Cara, na boa, todos sabemos que se algo acontecer um dia e você precisar sobreviver, você vai precisar sim se proteger e sim, muitos vão tentar roubar os seus bens. Mas pensemos por um momento: vai gastar seu dinheiro com o quê se o sistema monetário falir? E sendo bem realista, como que seria possível guardar dinheiro se no mínimo 80% das pessoas não tem as mínimas condições de guardar nada, a não ser os carnês de impostos que recebem.

Aí eu me lembrei, que ele estava falando dos EUA, o que é uma história bem diferente. Lá, o “buraco” do sobrevivencialismo é mais embaixo, e devemos nos lembrar que não a maioria, mas mesmo assim grande parte da população tem uma arma em casa, ou seja, caso o caos se instale, com certeza a área afetada se tornará uma zona de guerra.

Como podemos adaptar as informações “gringas” para nosso caso? Bem, na verdade tudo o que temos a possibilidade de observar tem algo para nos ensinar. O pássaro ensinou o homem a voar, os peixes ensinaram o homem a nadar, e os animais ensinaram o homem a caçar. O poder da observação é enorme, quando bem utilizado e bem aplicado. 

Mas, não precisamos ficar observando estrangeiros apara aprendermos sobre a sobrevivência. Vejamos nossos índios, nossos “matutos”, nossos verdadeiros mestres do mato, homens que aprenderam com seus pais, homens que aprenderam pelo ofício ou mesmo por um treinamento militar.

O que quero dizer é que a preparação pode te salvar, se você souber para que está se preparando, mas pode te atrapalhar e fazer com que você gaste muito dinheiro que poderia ser melhor aplicado em outras coisas.

Imagine o que podemos passar aqui no Brasil: um desastre natural? Uma catástrofe que, por alguma razão nos deixe sem energia elétrica ou mesmo água potável? um caos social onde a lei e ordem não fazem valer suas regras? 

Saiba por quê e para quê está se preparando, analise a situação, pense em quanto tempo pode demorar para as coisas voltarem ao normal e prepare-se para isso. Mas, assim como quando monta um kit de sobrevivência ou mesmo um EDC, tenha certeza de que a maioria dos itens que você tiver funcionem em várias situações diferentes, faça com que sejam redundantes.

Facada Nas Costas

Não existe nada nessa vida que não seja previsível, pelo menos de certo modo. Estatisticamente falando, se você sai na rua, é bem provavel que você seja assaltado, que sofra um acidente, que tome chuva, enfim…

Mas mesmo que as coisas sejam previsíveis, não quer dizer que elas sejam aceitáveis. Por exemplo: estou certo da morte de meus pais, tenho certeza que um dia vou perdê-los, mas isso não quer dizer que quando isso acontecer eu irei aceitar bem.

O que eu quero passar é que se você passar por uma situação dessas, tenha a calma de raciocinar. Se você ficar pensando no “e se”, vai acabar ficando louco. Respire fundo, pois a vida continua.

Que me perdoem os que me seguem, mas de hoje em diante, tenho uma nova paixão: bushcraft. Já expliquei no texto passado o que é, portanto não vou repetir neste post. O importante é saber que eu não abandonei simplesmente este blog, mas informo que agora, no presente momento, tenho um outro blog chamado “bushcraftnobrasil.wordpress.com“, onde eu vou dividir esta prática com os mais diversos entusiastas de bushcraft, sobrevivência, e com aqueles que simplesmente gostam de acampar.

Pretendo, conforme o outro blog caminhar, excluir este blog “sobre nada” que foi criado impulsivamente e sem nenhum objetivo aparente.

Agora, para os meus poucos seguidores – se é que alguém lê isso – deixo meus agradecimentos, e peço para que se informem mais sobre bushcraft, pois não é só uma maneira de aprender a entalhar madeira e fazer cordas usando fibras de plantas, mas com este conhecimento, você passará a dar mais valor e terá mais respeito pela natureza.

Gente Folgada!

Mano! Eu não sei como nem quando isso aconteceu, mas aconteceu. Definitivamente as pessoas pararam de se importar umas com as outras, provavelmente por sentirem que ninguém se iporta com elas. Mas poxa vida, se todos continuarem assim, aí ferrou de vez!

Em todos os lugares existem pessoas folgadas, isso é inegável. Na sua família, se não for seu irmão ou irmã, é aquele seu primo xarope que quer a todo custo chamar a atenção, ou aquele seu tio sabe-tudo. Em muitros casos, o título vai para o cunhado que vive pedindo favores mas nunca tem disponibilidade pra retribuir, ou então, a sogra.

Na época escolar, os folgados andam em bando, que é para inibir a tentativa de se acabar com a folgadice deles. Saem pelo pátio, na hora do intervalo, esculaxando com todo mundo, e se você se meter com o bando, aí você é vítima de um bando de folgados, porque no mínimo você vai levar uns bons “pedala robinho” na nuca.

Na faculdade, a evolução dos folgados mostra-se cada vez mais aperfeiçoada, pois deixam de ser garotos espinhentos com bigodinhos ridículos usando boné três vezes maior que a cabeça deles com a aba reta e apontada para cima, e passam a ser garotas bem vestidas e de boa aparência, que sempre dão um jeito de se encaixar num grupo de estudos onde só tem CDF – para que possam fazer os trabalhos para ela, claro.

No trabalho, pode ser desde a faxineira que limpa tudo, menos a sua sala, e ainda reclama que você está sujando demais, até o seu patrão, que fica delegando as funções dele para que você as faça.

E na rua então? Nem me fale… É gente que fica andando feito lesma na frente da gente e pára de repente para olhar uma vitrine, ou então um grupo que faz uma rodinha para ficar conversando, e ao ver que você se aproxima, nem sequer se mexem, fazendo com que você ande na rua. Ai de você se reclamar!

Tem os caras folgados que viram sem sinalizar, que fecham você, que jogam a moto em cima de você, que andam com o farol alto bem colado na sua traseira, que andam com aquela porcaria de funk carioca maldito ou aquela desgraça daquele “sertanojo universiotário” no último volume da caixa de som que ele fez questão de colocar na caçamba da pick up dele. Isso se você tiver sorte, senão vai ser no som péssimo do passat de mil novecentos e oitenta e pouco mesmo…

Em casa tem o marido que chega já deixando o sapato no meio da sala e as roupas em cima do sofá, que não quer saber de lavar um garfo sequer pra te ajudar. Ou a esposa que não quer nem ver a cor do fogão, e sempre quer sair pra comer só pra não ter que sujar louças.

Ou seja, a possibilidade de você encontrar gente folgada nasua vida é tão grande quanto a possibilidade de você precisar de oxigênio para sobreviver. Em cada canto tem um, não importa o nível social, intelectual ou seja lá o que for. Mas é bom saber que isso tem cura.

“Se cada um fizer sua parte…”. Mas infelizmente é assim. Todo mundo reclama, mas não faz nada pra ajudar a melhorar. E se cada um fizer sua parte e se importar um pouco mais com o próximo, isso acaba rapidinho. Assim como acaba com a fome, por exemplo. Posso estar errado nas minhas contas, mas eu pessoalmente acho que tem muito mais gente no planeta que tem o que comer do que passando fome.

Fazer sua parte pode também ajudar a diminuir os crimes passíveis de prevenção, como roubos, por exemplo. Se você começar a se importar com outra pessoa, não vai querer roubar dela. E se você rouba por necessidade, aí que está: se houvesse alguém se importando com você, você não teria necessidade de roubar.

Isso me faz lembrar de um filme chamado “A corrente do bem“. Se a estratégia daquele garoto fosse levada a sério e desse certo na vida real (que eu acho que foi bem essa a intenção do filme), tudo estaria mudado para melhor.

Em resumo, é isso. “Ama ao próximo como ama a si mesmo”.

Herói Mas Nem Tanto…

Quando eu era criança, eu adorava super-heróis. Lia quadrinhos, me fantasiava como eles, assistia aos desenhos, via filmes, e sempre imaginava que quando eu crescesse eu ia ser forte e corajoso como eles são. Mas é claro que a Sra. Vida não deixa nada passar sem um de suas valiosas lições…

Conforme nós crescemos e amadurecemos, percebemos que nada é como nos quadrinhos. As coisas, na maioria das vezes, não dão certo no final. O bem, na maioria das vezes, não vence. Os bandidos, nas poucas vezes que são pegos, logo são soltos. O herói quase nunca fica com a mocinha, ou a mocinha quase nunca acha seu herói.

A força de vontade de lutar contra o mal nunca é o suficiente para que o façamos. A sorte é algo que quase nunca podemos contar como certo. E se alguém pegar você vestindo uma fantasia ridícula e colorida batendo em alguém podem achar que: 1º você é louco; 2º você é louco e agressivo; 3º você é homossexual e louco; 4º você é louco e não se tocou que o carnaval ou dia das bruxas já passou; 5º você está drogado ou bêbado e é louco, se não for as três opções ao mesmo tempo…

Por mais que você queira, não tem o dinheiro do Bruce Wayne, nem a genialidade do Tony Stark, nem os poderes do Peter Parker, muito menos a invulnerabilidade de Clark Kent. E não adianta fazer pacto com o capeta, pois isso não fará de você um Johnny Blaze, muito menos um Al Simmons.

Eu admiro quando a TV mostra bandido sendo defendido pelos Direitos Humanos após fazerem rebelião em presídio, mas não mostra os Direitos Humanos em ação quando um bandido destrói uma família. Mas uma coisa eu gosto de ver: é quando o bandido é linchado em público e a TV está lá para mostrar. Ou quando apanha de mulher, aí é mais engraçado ainda.

A verdade é uma só: o povo está cansado de ser prisioneiro dentro de sua própria casa. Muitos estão já sem paciência para aguentar os bandidos, mas pouquíssimos tem coragem para enfrentá-los, pois tem medo de morrer. Preferem viver trancados e com medo do que livres. Se eu tivesse filhos, não vou mentir e dizer que eu enfrentaria qualquer bandido armado que aparecesse. Claro que o melhor conselho é não reagir. Mas até quando?

Se pensarmos com a lógica no lugar das emoções, veremos alguns pontos interessantes: 1º será que os bandidos tem munição para matar todos os homens de bem? Acredito que não, mas no fundo temo porque sei que as chances de eu estar errado são enormes. 2º Será que foi memso uma boa idéia desarmar os homens de bem e deixar as armas nas mãos dos bandidos? Sei que não é fácil controlar contrabando de armas, pois a corrupção atinge todos e quaisquer níveis estruturais da sociedade, desde o gari que esconde droga nas ruas até o Palácio do Planalto. Mas se houvesse uma maneira de nós nos sentirmos seguros pelo menos dentro de nossas casas, isso já aliviaria a tensão. 3º Seguir a lei ao pé da letra é idiotice. Pode ser que isso seja feito para garantrir a imparcialidade e um julgamento mais igual para todos. Mas se é assim, então por que não mudarmos as leis? Se não me engano, o Código Penal Brasileiro é de 1940. Será que em 70 anos os crimes cometidos são os mesmos, ou são muito piores e muito mais frequentes? 4ºOs bandidos que se armam contrta a população tem, como já mencionado, a proteção dos Direitos Humanos. Mas e se o cidadão comum se armar contra os bandidos, numa espécie de milícia ou mesmo de vigilantismo, será que a polícia, seja ela municipal, estadual, civil ou militar, vai deixar os vigilantes fazer o trabalho que eles muitas vezes queriam fazer mas não tem a libertade ou até a coragem para fazer?

Com 18 meses de faculdade de Direito, pude perceber que não adianta querer mudar nada, pois é do interesse do “sistema” que as coisas funcionem do jeito que está, e eu pretendo tentar explicar porquê:

O Governo Federal tem dinheiro, grande parte vindo de impostos que são cobrados do povo. Dinheiro este que era para ser usado na educação, saúde, moradia para o povo, enfim – tudo que está garantido pela Constituição Federal, mas que não é cumprido, pois os governantes estão ocupados demais aumentando seu próprio salário. Coitados, trabalhar três dias por semana deve cansar demasiadamente os excelentíssimos senhores Deputados e Senadores…

Como a Educação não se sustenta, o povo fica doente e ignorante, preocupado em não passar fome e em ter aonde morar. Isso faz com que em época de eleições, qualquer cesta básica e promessas falsas cheias de palavras bonitas valha um voto a mais para o candidato. A ignorância faz também com que o povo não vá procurar seus direitos. Faz com que o povo, que acaba por não conhecer a história de seu próprio país, nunca tenha ouvido falar em “Diretas Já”, “Tiradentes”, “Emiliano Zapata”, “Che Guevara”, “Luiz Carlos Prestes” entre tantos outros revolucionários que existem no mundo.

Se há uma coisa que a História nos ensina é que, periodicamente, o povo exige sangue. O cidadão quer o que sente que é melhor para si e para sua família. O homem quer poder proteger sua mulher e filhos dos ladrões, sequestradores, assassinos e pedófilos que estão à solta por aí. 

Claro que há sempre a eterna discussão sobre os prós e contras da pena de morte. O argumento mais usado é que “se uma pessoa inocente for condenada, morrerá à toa, enquanto o bandido continuará livre”. Não deixa de ser verdade. Mas se a justiça é tão incompetente a ponto de condenar um inocente, então quem o fez também merece pena de morte, por homicídio doloso.

Não vou extender mais sobre esse assunto, mesmo porque é um debate sem fim, e sempre será. Enquanto isso, eu que morro de medo de altura, me lembro de uma frase que quero deixar aqui como incentivo para todos, não para que saiam às ruas batendo no primeiro marginal que aparecer, mas para que saibam que para mudar, coragem é uma exigência. Coragem de agir:

“A coragem não é a ausência do medo, mas sim a presença do medo sob controle, para que possa ser usado a nosso favor”.

Bushcraft e a Paranóia Apocalíptica

Eu sempre me interessei muito por buscraft e por questões de sobrevivência. Mas ultimamente tenho me deparado com coisas absurdas. Pesquisando no youtube, vi um rapaz norte americano, falando sobre um “manual de sobrevivência gratuito”, que pode ser baixado diretamente do site sem nenhum custo, a não ser o custo dos papéis e da tinta que você for imprimir tal manual.
Como muito me interesso por esse assunto, pesquisei o site e vi que havia algo bem errado: era um site de fanáticos religiosos preparados para o fim do mundo da maneira bíblica. Tudo bem, li um pouco do manual (de capa vermelha encontrado aqui) e confesso que existem elementos interessantes, como data de validade de certos alimentos e algumas dicas de como usar um kit de primeiros socorros. Mas fora isso, é pura e simplesmente encheção de linguiça com baboseiras fanáticas.

Não tenho intenção de ferir os princípios religiosos de ninguém, muito menos de denegrir a crença das pessoas no que quer que seja, mas quando você cruza a linha de instruir as pessoas a como se virar numa situação de sobrevivência para causar histeria em massa dizendo que você pode estocar comida, água e medicamentos para sobreviver ao dia do juízo final, aí já é demais…

No mesmo vídeo desse rapaz, eu vi a sigla WROL – without rule of law (algo como “sem as regras da lei”) – e encontrei um outro site pedindo ajuda aos seus leitores para que enviem a eles revisões sobre objetos como facas, armas de fogo e afins (clique aqui e veja – em inglês). Mas isso com um detalhe: sua revisão passa por uma avaliação: se você fizer propaganda de seus produtos, deixar um link para seu site ou mesmo seu canal no youtube, você não vai ter sua revisão publicada. Você só será mencionado se você doar gratuitamente algum objeto para que eles façam a revisão e postem no site.

Fora isso, já vi também num seriado de TV chamado “Penn & Teller’s Bullshit” um episódio especial sobre essa paranóia de fim de mundo. Pessoas participando de “cursos de sobrevivência” (isso mesmo, entre aspas – pois não passa de charlatonismo), se cobrindo com lama em pleno outono americano. Se o mundo acabar, significa que não vamos sobreviver. Se sobrevivermos, não será o fim do mundo.

Toda essa paranóia – me desculpem por gastar o termo, mas não há nada que se encaixe melhor – se deve às guerras, aos filmes de Hollywood, a quê afinal? A resposta pode não ser tão complicada assim.

Os Estados Unidos tem uma grande má sorte com desastres naturais. Seja furacões, terremotos, enchentes, entre outros. Só aí o cidadão já tem que se preparar para uma emergência que pode acontecer a qualquer momento. Além disso, ainda existem perigos causados pelos homens, como desastres nucleares e até o tão famoso e temido terrorismo. Medo de ficarem isolados na cidade sem permissão para sair, sob controle do seu tão misterioso governo que faz e desfaz sem nenuma satisfação verdadeira ao público. E existe também os fatores fictícios que muitos (surpreendentemente muitos mesmo) levam a sério, como invasão extra-terrestre ou uma pandemia de mortos-vivos antropófagos, popularmente conhecidos como zumbis – ou zombies, se preferir…

Por isso, as pessoas que se interessarem por bushcraft ou sobrevivência, procurem saber no que estão se metendo. Não pense que assistir aos vídeos de Bear Grylls vão te tirar do deserto, ou que os vídeos de Les Stroud vão fazer você sobreviver durante 7 dias a qualquer situação. Eles são mestres que passaram grande parte de suas vidas estudando o assunto, e mais importante ainda, praticando as coisas que aprendiam.

Giuliano Toniolo, conhecido também como Mestre do Mato (e uma espécie de ídolo pessoal, devido sua honestidade e humildade) fala sobre isso neste vídeo.

Na minha modesta opinião, se você gosta de ver os programas de sobrevivência, tenha pelo menos o bom senso de saber o que você deve ou não usar como exemplo. Saiba extrair o conhecimento necessário dos vídeos para que se você se encontrar numa situação de sobrevivência, saber o que fazer. Não nade em lagos congelados ou salte de cachoeiras à toa. Não lute com crocodilos ou cobras para obter alimento. Saiba o que se pode ou não comer, referente a vegetais encontrados na selva.

O importante é saber: 1º construir abrigo de acordo com o clima e com o local em que você se encontra; 2º não depender somente de uma maneira de se fazer fogo; 3º saber como e quando coletar, purificar e beber água; 4º saber como e quando encontrar, abater ou coletar, limpar, preparar e comer o alimento; 5º saber como e quando é necessário se deslocar numa situação de sobrevivência; 6º saber como e quando usar meios de sinalização para poder ser resgatado.

Além de tudo isso, se você quer se prevenir de alguma coisa, aprenda bushcraft, pois com esse conhecimento você poderá criar ferramentas usando nada mais do que se encontra no mato. Lembrando que para a prática do bushcraft existem várias variações de “kits”, mas em todos eles um item é mais do que necessário – uma faca bem forte e muito bem afiada.

Quero deixar aqui também algumas dicas de seriados sobre este tema, lembrando que grande parte deles, senão todos, podem ser encontrados no youtube, separados por temporada e episódio

Man vs Wild (À Prova de Tudo), Survivorman, Man Woman Wild (Casal Selvagem), Dual Survival (Desafio em Dose Dupla), Ray Mears Extreme Survival e Ray Mears Ultimate Survival Guide.

Canais do youtube:

bushcraftluso, colhane, giutoniolo, HedgehogLeatherworks, iawoodsman, NaturalBushcraft, NoTraceSurvival, ryanjcus, entre centenas de outros excelentes canais de bushcraft que o youtube nos proporciona.

Filmes:

Os melhores que vi que envolvem alguma técnica de sobrevivência até hoje foram “The Book of Eli” (O Livro de Eli) e “The Road” (A Estrada).

Conhecendo bushcraft você vai ver quanta coisa as pessoas consideram lixo e que tem muita utilidade. Praticando bushcraft você vai ver quanta falta de respeito temos pela natureza e o quanto nós subestimamos os povos indígenas.

E pra terminar, se você quer se preparar para o fim do mundo, comece a tomar ciência dos problemas ambientais do planeta e faça sua parte para reduzir o consumo de produtos que não sejam bio-degradáveis e de produtos poluentes.

As Mulheres Querem Dominar o Mundo!!!

E os homens não acham isso ruim. Nem um pouco.

Não é pensamento machista, muito menos ativismo feminista. É simples análise dos fatos. E se você entender meu raciocínio, vai ver que eu estou certo.

No começo, Deus criou a Terra… tudo bem, podemos avançar um pouquinho mais até a chegada de Adão. Deus criou Adão, e viu que o cara fazia tudo sozinho. Dava nome as coisas e tudo o mais. Aí, Deus percebeu o trabalho que tava dando pro cara e resolveu criar Eva da costela dele (a qual, na verdade, era o único osso do corpo dele que tinha força de vontade para trabalhar). E ela dividia o trabalho com ele.

Mas chegou uma época que Adão começou a ficar relaxado, e não fazia nada. Eva estava lá, varrendo a terra, tirando pó das árvores, tentando enxugar os oceanos, e nada do Adão ajudar. Nisso, o diabo viu o sofrimento da mulher e resolveu fazer com que ela se transformasse em sua arma para acabar o mundo. Fez com que ela cometesse o pecado e o levasse até Adão. O resultado, todo mundo já sabe…

Depois de muito tempo vagando pelo mundo, depois de “poluir” o planeta inteiro com a raça humana, a sociedade surgiu, machista, é claro. Tão machista que na antiga grécia, as mulheres serviam somente para dar filhos aos gregos, pos eles mantinham relacionamentos homossexuais entre si (nem preciso dizer que eu não pesquisei nada pra falar isso, só vi no filme “Alexandre, O Grande”).

Com o passar dos tempos, as mulheres começaram a ganhar o direito de ter relacionamentos conjugais, começaram a trabalhar, votar, estudar, queimar sutiãs, ir para a guerra e cada vez mais tomar o espaço do homem na sociedade. Hoje, nós temos até uma mulher na presidência de nosso país.

Na minha opinião de homem, isso é ótimo, pois quanto mais a mulher fizer, menos o homem tem que fazer.

Enquanto elas ficam se gabando disso dizendo que “as mulheres são tão capazes quanto os homens” e que os direitos são iguais e que esse negócio de “sexo frágil” já era, eu relaxo e dou risada. Afinal, todo mundo gosta de não ter tanta responsabilidade. Já que elas querem tomar pra elas, por mim tudo bem.

Mas claro que elas não podem perceber isso, e devem continuar achando que essa divisão igual de tarefas é conquista delas, e não relaxo nosso. Se isso der certo, tudo o que precisaremos fazer é um pulso firme de vez em quando, tomar as rédias de uma situação ou de outra pra não dar muito na cara, e o mais importante de tudo: devemos nos dedicar ao máximo nas nossas relações sexuais. Porque uma coisa é sustentar um cara folgado dentro de casa. Mas sustentar o cara folgado que não dá conta, aí já é pedir demais. Vai acabar levando chifre mesmo…

Dia do Motociclista

Dia 27 de Julho é o Dia do Motociclista. Eu, por infelicidade, não posso ser motociclista devido a uma deficiência que tenho. Mas, por outro lado, é bom eu não ter tido a chance de virar motoqueiro. Mas qual a diferença?

Se você pesquisar no dicionário, verá que apesar de definições específicas, uma palavra acaba se tornando sinônimo da outra. As pessoas mais “entendidas” dizem que motociclista é quem usa a moto para o lazer – viagens, passeios, etc. – e motoqueiros são as pessoas que, além disso, usam o veículo para trabalhar – motoboys, entregadores, mototáxis…

Mas de acordo com os motociclistas integrantes de moto clubes ou moto grupos, motociclista é quem respeita a sinalização e as regras do trânsito (sobretudo limites de velocidade), mantém seu veículo em perfeito estado de conservação e segurança, usa as vestimentas apropriadas e tem respeito por sua moto e pelo veículo do próximo. Já os motoqueiros são os imbecis que deixam a moto depenada, andam em alta velocidade, empinam, estouram escapamento, dão o chamado “zerinho”, fazem arruaça e não respeitam muito a sinalização e as regras de trânsito, ultrapassando pela direita, passando direto em sinais de PARE  ou faróis vermelhos.

Não quero aqui denegrir a imagem de quem trabalha com moto. É um meio mais rápido e muito econômico de fazer o trabalho que uma empresa exige que se faça. O problema é que a empresa exige que se faça cada vez mais rápido, obrigando o piloto a cometer algumas infrações de trânsito. Existem empresas que dão ao piloto um limite de tempo para que a entrega/ serviço sejam feitos, e se o funcionário não cumprir aquilo, pode acarretar em um pequeno “desconto” de sua comissão. Mas só porque você trabalha como motoboy, não significa que você não possa ser motociclista no seu tempo livre. Assim como o fato de você ter uma moto custom ou uma moto esportiva de alta cilindrada, não significa que você não possa se tornar um motoqueiro.

Falando em motoboy, algumas empresas estão abusando um pouco da facilidade de mobilidade das motos para fazer o serviço. Um grande exemplo são as empresas de distribuição de gás. Muitas delas compram motocicletas, geralmente de 125cc ou 150cc e fazem uma “gambiarra” para que o piloto consiga transportar neste veículo uns 3 bujões de gás. Documentos, medicamentos, pacotes pequenos, alimentos, até galões de água não oferecem perigo nenhum ao piloto. Mas transportar um produto de um nível de periculosidade como o gás de cozinha na garupa de uma motocicleta que não tem nenhuma adaptação de segurança a não ser o “suporte de gás” é outra história…

A segurança no trânsito é mínima, seja você motorista, motociclista, motoqueiro, ciclista ou pedestre. Meu pai sempre me diz que “no trânsito nós não podemos dirigir contando apenas com nossas habilidades. Temos que contar com o erro que os outros possam cometer.” Ou seja, você que gosta de andar “colado” no veículo da frente, você que arrisca ultrapassagens em espaços curtos ou mesmo em locais proibídos, você que dirige em alta velocidade, que não reduz a velocidade em cruzamentos, que ignora as sinalizações, que não usa os equipamentos de segurança de seu veículo de maneira correta, que não faz manutenção adequada no seu veículo, ou mesmo que se distrai facilmente no trânsito (o que não é difícil se contarmos com tamanha poluição visual que temos nas cidades), tem que saber que isso facilita e muito as chances de causar ou mesmo agravar um acidente. Concientização é a chave da prevenção.

Aliás, essa concientização deveria começar em casa, e ser reforçada nas escolas. Passar para as crianças como o trânsito deve funcionar, ressaltar os bons exemplos e se possível praticá-los, e da mesma maneira usar os maus exemplos para poder explicar o que pode acontecer com quem os pratica, seja acidente, multa, reclusão ou detenção, e até mesmo morte.

Em idade mais avançada, os jovens deveriam aprender o que não fazer e o que se deve fazer em situação de primeiros socorros, como proceder em casos de acidentes ou de mal súbito, como proceder ao fazer a ligação para o resgate e quais informações coletar do paciete para passar para o operador. Além disso, deveria-se explicar como funciona o serviço de resgate, desde suas funções, quando chamar, quem chamar e qual é o critério usado para decidir para onde o paciente é levado.

Mas claro que isso não é importante para um governo que só quer saber de mamar nas tetas da Pátria Amada. As frases “ignorância é uma bênção”, ”política do pão e circo” e “(religião) televisão é o ópio do povo” Nunca foram tão bem sucedidamente aplicadas em outro país quanto é aqui. E o povo dá risada…

Inveja

Estava pensando no por quê de algumas pessoas sentirem inveja umas das outras. Não sei porquê nem como eu pensei nisso, mas veio em minha mente. Comecei a raciocinar um pouco sobre isso (novamente, sem nenhuma pesquisa sobre o assunto) e formulei uma teoria.

Bom, eu sempre gosto de dizer, ou melhor, de lembrar as pessoas que o ser humano não passa de um animal. E como animais, nós temos alguns “rituais” que cumprimos em nossa sociedade. Assim como o pavão que tem as penas mais belas atrai as fêmeas, ou o que quer que seja que os animais façam pra chamar a atenção de alguém, nós, humanos, temos algo muito semelhante, chamado “status social”.

Quanto melhor nosso status, mais inveja atraímos. Isso funciona da seguinte maneira: na selva, os animais tem que chamar a atenção para que possam arrumar um parceiro e se reproduzir. Na nossa sociedade, a disputa não é somente nessa área, mas também na área financeira, o que inclui padrão de vida.

Então, seguindo essa linha de raciocínio, podemos afirmar que a inveja nada mais é do que o sentimento que o animal “derrotado” tem perante quem o derrotou. Se alguém tem um carro melhor que o nosso, uma casa melhor, um companheiro (que pareça ser) melhor, um emprego melhor, amigos melhores, o que quer que seja, nós nos sentimos derrotados. Pois subconscientemente nós sabemos que essa pessoa nos derrotou, mesmo sem sabermos que estamos participando de tal disputa. Qualquer coisa que pareça melhor em uma outra pessoa nos faz sentir inveja, pos nos faz sentir derrotados.

Mas por quê? Simplesmente pelo fato de que a sociedade impos a si mesma que ter o carro do ano, uma mansão praticamente automática, um corpão sarado ou mesmo uma modelo de propaganda de cerveja como esposa é o que pode-se alcançar de melhor na vida. Estar no topo e ser o melhor em tudo gera status. Status é o objetivo do ser humano, assim como a reprodução é o objetivo dos animais. Se você não alcança seu objetivo e vê alguém alcançando, isso gera inveja.

Ou seja, a inveja é um sentimento presente em todos os seres vivos. Nós a reconhecemos, a sentimos, e em algum ponto de nossa existência a transformamos em pecado para que pudessemos obrigar a nós mesmos a refrear tal sentimento. Mas a inveja tem dois lados, o bom e o ruim.

A inveja boa é aquela que sentimos e que nos faz lutar para alcançarmos um certo nível, um certo padrão de vida. Pode ser inspiradora e nos fazer realizar grandes conquistas. Serve de motivação e pode nos levar muito longe quando usada para o bem.

A inveja ruim é aquela que sentimos mas que logo causa ódio para com uma pessoa que não nos fez nada de mal, apenas chegou onde queríamos. Além de gerar ódio, a “inveja do mal”, se aliada a preguiça, pode causar mais danos a nós mesmos, pois se nós não temos a força de vontade para realizar o que outros realizaram antes de nós, de que adianta ficar só reclamando? Como sempre, nada…

Por isso, se você sente inveja de alguém, admita pelo menos para você mesmo, e lute para alcançar o que você quer. A não ser que você tenha inveja da sua melhor amiga por ela ter casado com o homem dos seus sonhos, aí é melhor que você não lute com ninguém pra fcar com ele!

Casamento

Muita gente fala mal de casamento. As mulheres adoram a festa e o vestido, toda a atenção e tudo o mais, e os homens sempre ficam imaginando como será a despedida de solteiro deles. Mas quando o assunto é ir até o cartório assinar os papéis, ou mesmo o dinheiro que o evento em si exige, por mais simples que seja, aí é diferente. Ninguém quer realmente.

Muitas pessoas dizem que casamento não é coisa de gente de cabeça boa. Dizem que estraga o relacionamento. Dizem que as coisas boas ficam ruins, e que as que já são ruins pioram. Sempre se lembram que 50% dos casamentos terminam em divórcio, e no mínimo 95% dos casais que permanecem casados são infelizes juntos, seja porque o casasmento em si não é tudo o que sonharam, ou porque a pessoa com quem casaram se mostrou ser outra coisa completamente diferente daquela pessoa por quem se apaixonaram. Ninguém gosta da idéia de perda de liberdade que o casamento impõe. Muito menos da contração de novas obrigações que o casamento traz.

Mas então, o que é o casamento? Na minha concepção ( e sem nenhuma base histórica ou nem mesmo sequer o mínimo de pesquisa ) o casamento nada mais FOI do que um modo de a igreja católica ganhar dinheiro, já que segundo esta entidade, o ato sexual somente deixaria de ser pecado caso a união do casal fosse aprovada por Deus. Após esse período, creio que surgiu logo o casamento por interesse, ou seja: minha filha vai casar com seu filho para que possamos unir nossas terras e riquezas. Amor pra quê?

Esse costume de casar-se por interesse tornou-se um ato independente para os interesseiros, não necessitando da intervenção paterna ou materna. Isso porque depois de casado, tudo o que pertencia a um, era por lei do outro. Casamento por amor tornou-se cada vez mais raro, até mesmo proibido em alguns casos.

Depois do surgimento do divórcio e da divisão de bens, a coisa deu uma amenizada, mas existe às pencas ainda. Isso nos leva logo ao adultério.

Se você se casa por interesse monetário, não tem nenhum sentimento pela pessoa que faça valer a pena ser fiel. Isso, em casamentos arranjados pelos pais ou mesmo por casamentos feitos para aplicar o antigo e persistente “golpe do baú”, foi a origem do adultério. Porque quem ama de verdade não trai. Outro motivo que pode vir a causar adultério é a falta de relações íntimas, não somente sexo, mas carinho, atenção e diálogo. Nesse caso, é bem mais respeitoso sair da relação.

Pode-se usar da desculpa que “o ser humano nada mais é do que um animal com um nível de inteligência muito superior à dos outros animais”. Como um animal, procura o parceiro ideal para prática do coito e reprodução. O comando mais básico de todos (ou pelo menos o mais compreendido e praticado) é o da reprodução. Espalhar a raça pelo planeta, o quanto puder. “Crescei-vos e multiplicai-vos” nem é um mandamento, mas creio que seja o mais obedecido de todos os comandos.

Você pode até ser um animal com desejos luxuriosos e pecaminosos, mas convenhamos que com a nossa “inteligência superior” ganhamos também culpa, remorso e ódio. 3 dos sentimentos que nunca, jamais devemos subestimar. Se você é adúltero e não sente culpa no ato, vai sentir remorso depois. Se não sentir remorso depois, vai causar ódio na pessoa que é vítima do seu adultério, podendo levar desde uma simples briga com possibilidade de reatar (vai entender!) até a morte seguida de suicídio. Claro que a morte vai ser sua, e o suicídio do seu parceiro traído.

Agora, se for um caso de “chifres trocados”, assuma que vocês são um casal de swingers e tem um relacionamento aberto, que fica tudo de boa.

Mas, sem mais delongas, o importante a saber é: com casamento ou sem casamento, o amor deve ser a chave de todo o relacionamento. Amor sendo uma fusão de carinho e respeito pela pessoa que está com você basta para que toda essa bobagem terrena passe pela sua cabeça sem afetar seu coração. E se um dia, por qualquer motivo que seja, você se cansar de estar no relacionamento, seja honesto e sincero com a outra pessoa. Afinal, um coração partido é um coração partido. Mas se for partido perante uma grande humilhação, aí é outra história. A fusão dessas duas coisas é letal. Curar-se disso é como curar-se de uma picada de mamba negra, ou seja, é quase um milagre de acontecer…

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